Olá,
gostaria de ser atendido
no Consórcio Tradição!

Home / Blog / Sistema de Consórcios Registra Recuo na Inadimplência nos Últimos Seis Anos

Sistema de Consórcios Registra Recuo na Inadimplência nos Últimos Seis Anos

Sistema de Consórcios Registra Recuo na Inadimplência nos Últimos 6 Anos

Apesar das consequências provocadas pela pandemia, A inadimplência caiu 32% de 2015 para 2020

Próximo a completar 60 anos, o sistema de consórcios registra recuo na inadimplência, nos últimos seis anos.
Em contrapartida, neste período houve crescimento de 9,2% no total de participantes ativos, saltando de 7,17 milhões, no final de 2015, para 7,83 milhões, em dezembro de 2020.
“A relação entre o aumento de consorciados ativos e a redução na inadimplência nos seis últimos anos evidenciou a mudança de postura dos interessados em adquirirem bens ou serviços de forma planejada e pelo consórcio”, diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.
Na recente divulgação feita no Panorama do Sistema de Consórcios, publicado pelo Banco Central do Brasil, observaram-se resultados animadores por parte das administradoras.
“Ao analisar o período de 2015 a 2020, verificou-se tendência de queda persistente do indicador”, comenta Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC.
Os registros dos números da inadimplência nos últimos seis anos, considerando os valores não pagos pelos consorciados contemplados há mais de 90 dias e menos de um ano, reduziram-se de 3,74%, em 2015, para 2,54%, em 2020, anotando queda de 32,1% no índice.
Paralelamente, os da pré-inadimplência, incluindo valores em atraso pelos consorciados contemplados há no máximo 90 dias, a retração foi de 5,10%, em 2015, para 3,11%, em 2020, isto é, 39% menos.

Inadimplência e Pré-Inadimplência

“Embora o índice de inadimplência, ou seja, ação ou efeito de não cumprir um compromisso, tenha tido pequena elevação no ano passado com relação ao anterior, 2019, o da pré-inadimplência recuou”, diz Barbagallo, “o que mostrou a tendência de queda futura na inadimplência”, complementa.
Em levantamento feito sobre as razões que levam as pessoas a ficarem inadimplentes, verificou-se que a maior causa está no desemprego, uma situação que obriga o consumidor a mudar seu comportamento, priorizando certas despesas em detrimento de outras.
O agravamento da inflação com a consequente redução do rendimento mensal do trabalhador, que reduz seu poder de compra, também é um fator que contribui para o aumento da inadimplência.
Outra situação que contribui para a ampliação do total de inadimplentes está na ausência de conhecimento sobre educação financeira. “Este motivo, comum tanto em períodos de crescimento quanto em períodos de recessão da economia, determina a falta de critério por parte do consumidor e o leva, em muitas oportunidades, ao superendividamento e ao consequente descontrole das finanças”, explica o economista.
Como continuidade, o desconhecimento da essência da educação financeira pode ser mais um motivo gerador de inadimplência: ausência de planejamento financeiro.
“Não se planejar é não definir objetivos claros para uma boa saúde financeira, pessoal ou familiar, e, quando não sabemos onde queremos chegar, a possibilidade de se perder é muito grande”, esclarece Barbagallo.
Por vezes, a facilidade na obtenção de crédito torna-se mais um agravante para aumento dos inadimplentes.
“Existem várias opções de linhas de crédito disponíveis no mercado e a tentação de parcelar desejos imediatos pode ser uma armadilha com custos elevados”, diz o economista.

A Inadimplência e o PIB

Em termos macroeconômicos, há uma estreita relação da inadimplência com o PIB.
Recessões econômicas trazem a reboque todas as consequências já conhecidas, sendo que alguns setores são mais afetados do que outros, mas, de forma geral, todos são atingidos.
Para o sistema de consórcios não tem sido diferente.
“Ao analisar a evolução do PIB e da inadimplência geral de 2010 a 2020, que é calculada entre todos os consorciados contemplados ativos e não somente para aqueles em débito há até 1 ano, constata-se essa estreita relação”, adianta Barbagallo.
Evolução do PIB e inadimplência do Sistema de Consórcios
A relação entre PIB e inadimplência no sistema de consórcio no período de 2010 a 2019 leva a uma correlação negativa de – 70%, reafirmando que índices de inadimplência são influenciados pelo desempenho da economia.
Nos anos de 2015 e 2016, essa relação ficou mais evidente, como confirmam os indicadores de PIB negativo, -3,5% em ambos, e a inadimplência saindo de 5,03%, em 2014, para 6,42%, em 2015, e para 7,09%, em 2016.
“O fato curioso é que o ano de 2020 fugiu à regra, pois a inadimplência caiu mesmo com o PIB registrando queda de 4,58%, quando deveria subir”, diz Barbagallo.
“Se incluirmos esse ano no cálculo, o percentual de correlação se modificará para -46%, o que claramente mostra a contaminação do cálculo pela relação atípica dos indicadores em 2020”, conclui.
Com a pandemia vivenciada no ano passado, surgiram várias decorrências.
A principal foi o impacto inicial, amortecido pela rápida recuperação do sistema de consórcios nos meses seguintes.
“Vale destacar também, como apontado no relatório do Banco Central, a contribuição dos esforços das administradoras em suas campanhas de renegociação, parcelamentos e recebimentos futuros”, justifica o economista.
“Some-se as parcerias com seguradoras e as fundamentais flexibilizações permitidas pela Circular do Banco Central 4.009, de 2020”, aponta.
Outros fatores, que também colaboraram na recuperação.
Foram, primeiro, o auxílio emergencial, um benefício para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia de Covid-19, distribuído pelo governo. Houve também o aquecimento de setores ligados ao agronegócio, com inclusão do transporte rodoviário de carga com os veículos pesados e pelas máquinas e implementos destinados à agricultura.
Outro importante setor foi o dos serviços de entregas, realizados com o delivery, feito especialmente por motociclistas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *