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Consorcio bate recorde em 2021

consorcio bate recorde em 2021

Presente nos mais diversos segmentos, os consórcios, como alternativa planejada para aquisição de bens
móveis e imóveis e na contratação de serviços, apresentaram saldos altamente positivos, indo na contramão
do cenário econômico e consorcio bate recorde em 2021

Nos doze meses do ano passado, o Sistema de Consórcios reafirmou sua postura de importância na
economia brasileira com expressiva contribuição para o aquecimento dos negócios nos setores industrial,
de comércio e de serviços.

“No balanço anual, a modalidade bateu recordes históricos e demonstrou sua capacidade de crescer além
das expectativas, quando comparada a outros setores”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo
da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Um exemplo pode ser observado no setor das duas rodas, onde a média mensal de contemplações
proporcionou potencial aquisição de uma moto a cada duas comercializadas no mercado interno. Também
no segmento automotivo, a presença consorcial esteve potencialmente em um a cada três veículos leves
vendidos no país.

No segmento de veículos pesados, o consorcio bate recorde em 2021 e mostrou sua importância ao propiciar, de forma econômica
e planejada, a aquisição de caminhões, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Potencialmente, um
a cada quatro caminhões negociados foram adquiridos por consórcio, ampliando ou renovando as frotas no
setor de transportes. O agronegócio, fundamental para a economia nesse período de pandemia, também
pôde contar com as vantagens do sistema para a aquisição de máquinas e equipamentos.

“Além de atender os objetivos pessoais, familiares, profissionais e empresariais, o Sistema de Consórcios
provou estar, cada vez mais, presente na cultura financeira do consumidor”, esclarece Rossi. “Ao ampliar
os conhecimentos sobre educação financeira, o brasileiro tem procurado praticá-los, gerindo as finanças
com responsabilidade, sem extravagâncias ou imediatismos, tornando sua vida financeira mais tranquila ao
adquirir bens ou serviços de forma planejada e com custos mais baixos, completa.

De janeiro a dezembro, o acumulado de vendas atingiu 3,46 milhões de novas cotas, recorde histórico, com
crescimento de 14,6% sobre as 3,02 milhões de adesões de 2020. Os negócios também bateram recorde,
ao alcançar a marca dos R$ 222,26 bilhões, 35,8% acima dos R$ 163,63 bilhões apurados no mesmo período
do ano anterior. Ao registrar crescimentos e recordes ao longo de 2021, o total de consorciados ativos
encerrou dezembro com 8,37 milhões de participantes, 6,9% maior que os 7,83 milhões verificados naquele
mesmo mês em 2020.

 

Em paralelo, o acumulado de consorciados contemplados chegou a 1,40 milhão, 15,7% acima das 1,21
milhão verificadas em 2020. Estas contemplações totalizaram R$ 65,72 bilhões em créditos, potencialmente
injetados na economia para aquisição de bens e contratação de serviços, 24,8% superior aos R$ 52,64
bilhões de um ano antes.

O tíquete médio de dezembro foi R$ 67,64 mil, o segundo maior do ano, anotando alta de 27,8% sobre o
valor de R$ 52,93 verificado em 2020, ratificando o interesse do consumidor e provocando crescimento dos
negócios realizados em 2021.

Ao projetar os negócios para este ano, o presidente da ABAC comentou que “em 2022, ano em que o
consórcio completa 60 anos, poderemos, apesar das turbulências de um ano eleitoral, repetir o bom
desempenho alcançado em 2021. Enquanto as boas perspectivas apoiam-se no crescente aumento de
conhecimento do consumidor sobre educação financeira, a expectativa é que o planejamento seja
incorporado na rotina do brasileiro. Importante lembrar que, apesar das projeções para 2022 indicarem
recuo nos índices inflacionários, ainda assim teremos patamares relativamente altos de inflação, o que
mantém o consumidor mais cauteloso ao adquirir bens e serviços.

Durante 2021, a participação dos consórcios na economia brasileira pode ser avaliada pelos totais de
créditos concedidos e potencialmente inseridos, por exemplo, nos mercados automotivo e imobiliário. No
acumulado do ano o Sistema de Consórcios assinalou 33,8% de potencial presença no setor de automóveis,
utilitários e camionetas. Enquanto no setor de motocicletas, houve 51,9% de potencial participação no de
veículos pesados, a relação para caminhões foi de 26,2%, no mesmo período.

No segmento imobiliário, de janeiro a novembro, as contemplações representaram potenciais 9,6% de
participação no total de imóveis financiados, incluindo os consórcios.

Do acumulado anual de 3,46 milhões de adesões, a distribuição setorial ficou assim: 1,45 milhão de adesões
de veículos leves; 1,12 milhão de motocicletas; 496,95 mil de imóveis; 182,60 mil de veículos pesados,
129,66 mil de eletroeletrônicos; e 82,04 mil de serviços. A média mensal de 288,67 mil, anotada nos doze
meses, foi 14,7% acima da verificada no mesmo período de 2020, quando chegou a 251,67 mil vendas.
Esse bom desempenho verificado nas adesões, gerou negócios que somaram, de janeiro a dezembro, R$
222,26 bilhões, dos quais R$ 19,92 bilhões foram acrescentados no último mês, o que corresponde a alta
de 52,1% em relação ao mesmo mês no ano passado, quando atingiram R$ 13,10 bilhões.

Nos 8,37 milhões de participantes ativos, a modalidade registrou alta de 51,3% nos eletroeletrônicos e
outros bens duráveis; 22,6% nos serviços; 21,6% nos veículos pesados; 13,4% nos imóveis; 3,7% nos
veículos leves; e 3,2% nas motocicletas.

Entre os acumulados de novas cotas comercializadas dos doze meses, nos últimos dez anos, pode-se
constatar que o de 2021, com 3,46 milhões de adesões, foi recorde histórico e o melhor da década.

 

O número de 1,40 milhão de consorciados contemplados em 2021 foi o segundo melhor patamar verificado
desde 2012, ficando praticamente empatado com o 1,41 milhão de 2015.

No total de consorciados contemplados de janeiro a dezembro – 1,40 milhão -, estão incluídas as 599,44
mil cotas de motocicletas; 585,19 mil de veículos leves; 85,44 mil de imóveis; 50,62 mil de veículos
pesados; 47,14 mil de serviços; e 33,06 mil de eletroeletrônicos. A média mensal chegou a 116,67 mil,
15,7% acima do atingido no ano passado, com 100,83 mil contemplações.

No encerramento de 2021, o Sistema de Consórcios atingiu 8,37 milhões de participantes ativos, um dos
mais altos registrado nos 59 anos de história, divididos em 81,3% no setor de veículos automotores, 14,1%
nos imóveis, 2,4% em serviços e 2,2% em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Ao término de 2021, a economia brasileira apresentou, ainda em estimativas, resultados abaixo do
esperado, considerando as dificuldades enfrentadas. Nas justificativas expostas para os indicadores estão a
inflação crescente; taxa de juros ascendente, escassez de insumos, pequena reação na redução do
desemprego e, consequentemente, menos pessoas consumindo; influência das oscilações do dólar, que
pressionam diretamente os preços finais de energia, combustíveis e, por decorrência, os alimentos. Na
mesma análise, verifica-se que o Sistema de Consórcios pontuou constantes evoluções, diferente do cenário
nacional.

“Acreditamos que o Sistema de Consórcios deverá ocupar espaço cada vez maior entre os que pretendem
adquirir bens ou contratar serviços, administrando parte de sua renda de maneira mais conservadora e
optando por introduzir o mecanismo como uma das formas de aquisição em seus negócios”, diz Rossi.

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